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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Damien Hirst, The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, 1991.

Quando se passa um dia a “ferver”, mas ao mesmo tempo com muita água fria à mistura (a pensar já no fim-de-semana que, finalmente, não se tem grande coisa para fazer, e o que há, até pode esperar para segunda-feira), nos chamam para uma reunião só para responder a uma questão, e se acaba por lá ficar cerca de duas horas e meia com dois tubarões, a querem de nós “opiniões à lá minute” sobre assuntos que carecem de juízos formulados, minimamente estudados e fundamentados, e se sai da sala já a deitar vapor pelos ouvidos, meio a pensar no “dolce fare niente” dos dois dias seguintes, mas logo de seguida com o big boss a passar-nos uma pasta para a mão e a dizer “então aqui a Grafis vai estudar o dossier este fim-de-semana e segunda-feira nós damos uma reposta…”, acaba-se por ficar com uma grande neura e por estorricar por completo todos os neurónios que ainda escapavam ao braseiro.
Assim, e para ver se isto passa, nada melhor que dedicarmo-nos ao lazer, a alguma coisa que não exija grande esforço, motor e mental, de preferência a dar para a parvalheira.
Então aqui está, mais um teste.
Fiz dois, mas como não estou à venda, e acho que o resultado de um deles é especulativo (pois exibe um valor acima daquilo que eu acho que realmente valho) e é por causa destas coisas que hoje estamos como estamos, apresento apenas o resultado de um.
Quem porém conhece a minha caligrafia diria que seria impossível descortinar o que quer que fosse dela… muito menos os traços de personalidade (só se fosse uma certa demência).
Aqui vai:

Você não costuma tomar decisões precipitadamente.
Sempre toma muito cuidado antes de agir e suas atitudes costumam demonstrar um padrão moral que você considera superior.
Idealismo, modéstia, otimismo e afetuosidade estão entre suas principais características.

E até que é verdade, a ajuizar pela questão racional/moral. Já o resto não sei… há quem diga que não, e há quem diga que sim. Eu cá acho que não se pode agradar a gregos e a troianos.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008


Damien Hirst, Golden Calf, 2008

Crise?
Qual crise?!
Sinto-me tentada a concordar com o nosso Primeiro. Não estamos em crise.
A prova-lo o Leilão da Sotheby's de 15 e 16 de Setembro.
Golden Calf de Damien Hirst rendeu a melódica quantia de 13 112 000€ (sim! São milhões!), The Dream 2 962 000€, e mais umas quatro na ordem do meio milhão de euros cada.
No total, o leilão rendeu 140 300 000€…
Sim, são números inimagináveis para a grande maioria de nós, tal como são os vinte mil milhões de euros do fundo de garantia para Portugal, e os quinhentos mil milhões da Alemanha, e por aí fora.
Sabem o que vos digo?
Dediquem-se às artes plásticas, especulem em torno das obras, façam fortuna em alguns meses.
Ou então, esqueçam a loucura e a fortuna e emigrem para uma ilha qualquer ali para os lados da Polinésia, já que as das águas do Pacifico andam meio turbulentas nos últimos tempos.