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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Wilhelmina Barns-Graham, Red Form, 1958



No caminho com Maiakovski

Na primeira noite eles aproximam-se
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores,
matam o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Vladimir Maiakovski