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quinta-feira, 26 de março de 2009

SK - Mata do Pedrogão em 23 de Abril de 2006


… o que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele.

Marguerite Duras em “Mundo Exterior”.


...devia estar a estudar, mas não estou, porque arranjo sempre outra coisa qualquer muito mais interessante para fazer do que aquilo que devia, geralmente daquelas que muitas vezes não tenho tempo para fazer. Sabe tão bem...

Revisito espaços de outros tempos. O texto é oportuno. Sempre foi, apesar da discussão que já surgiu em torno dele, da ideia, do contexto e da estrutura, durante muito tempo. Mas quem sabe de histórias únicas, de verdadeiras primeiras histórias, sabe do inferno.
Não há antidoto. Não se exclui, expele, ignora, esquece. Faz parte de nós. Camada.
Há apenas que deixar que a história tome conta de nós e encontre o seu lugar dentro, deixar que se arrume, em lugar próximo do centro. Sedimento.


E é bem verdade que se não for pela tentativa da história única, nem vale a pena dar um passo. E ela pode ter tanto de amargo quanto pode ter de doce...

domingo, 15 de março de 2009




Poema para habitar

A casa desabitada que nós somos
pede que a venham habitar,
que lhe abram as portas e as janelas
e deixem passear o vento pelos corredores.
Que lhe limpem os vidros da alma
e ponham a flutuar as cortinas do sangue
– até que uma aurora simples nos visite
com o seu corpo de sol desgrenhado e quente.
Até que uma flor de incêndio rompa
o solo das lágrimas carbonizadas e férteis.
Até que as palavras de pedra que arrancamos da língua
sejam aproveitadas para apedrejarmos a morte.

Albano Martins

sábado, 14 de março de 2009



eu vou saber esperar

a maré

o estender da onda as mãos

o encontro dos meus olhos nos teus



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009




embala-me
resgata-me
deixa-me deitar-me nas costas suaves das ondas
e dormir…

acordar amanhã e sentir abraços


20 Fevereiro de 2007