Não tenho nada a dizer.
Custam-me as palavras de tanto que elas embatem contra. Um vidro transparente.
Tanto quanto eu embato e me magoo.
Magoa-me este vidro transparente que não sei se deturpa, se espelha, se me deixa ver, além. Que me separa do outro lado onde quero chegar, onde teimosamente, involuntariamente continuo a querer chegar.
Às vezes não tenho palavras, tanto quanto não tenho braços. Enterro-os.
Tanto quanto cavo o buraco fundo onde em vão enterro esta matéria do peito que revolve e se diminui a não ser.
Às vezes é difícil caminhar.
Sem ar.
Cega.
Custam-me as palavras de tanto que elas embatem contra. Um vidro transparente.
Tanto quanto eu embato e me magoo.
Magoa-me este vidro transparente que não sei se deturpa, se espelha, se me deixa ver, além. Que me separa do outro lado onde quero chegar, onde teimosamente, involuntariamente continuo a querer chegar.
Às vezes não tenho palavras, tanto quanto não tenho braços. Enterro-os.
Tanto quanto cavo o buraco fundo onde em vão enterro esta matéria do peito que revolve e se diminui a não ser.
Às vezes é difícil caminhar.
Sem ar.
Cega.
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