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domingo, 16 de março de 2008

Fred Williams, Riverbed, pormenor, 1978.

O dia nasceu lá fora, o sol, o calor, as flores dos pinheiros a rebentar em enormes bolhas de pó, os tojos pintam a paisagem de amarelo, as andorinhas chilreiam… inspiro profundamente, agora com os canais todos desobstruídos, o ar entra profundamente, fecho os olhos e tudo parece tão mais simples… o mar verde deixa-se tocar na borda da areia da praia, e o iodo espalha-se em volta.
Apeteciam-me férias, uns dias de descanso.
Calor e praia, tirar a roupa, deitar sobre a toalha e ficar a ouvir os silêncios da praia, ao sol. Levantar e mergulhar no mar, voltar depois…
Sentar na esplanada de uma praça histórica de uma cidade cosmopolita e bonita, a estalar de calor e brisa fresca, saciar a sede numa bebida fresca, e trocar palavras com desconhecidos.
Subir uma montanha, mochila às costas com o farnel para dois dias e perder-me na imensidão do mundo, no ventre da natureza.
Posto isto e depois de umas semanas frenéticas, chegar ao dia de hoje e levantar sem ter de fazer nada é um pequeno milagre (possa embora, se quisesse, fazer muita coisa que há para fazer).
Apetece-me vegetar, aqui à mão, frente ao mar, colocar os óculos de sol e ler mais umas páginas de um livro, deixar-me existir nestas horas vagas de tempo e de presenças até ao fim do dia.