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quinta-feira, 20 de março de 2008

Tríptico da Paixão, vitral, Sala do Capitulo
Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha, 1514


Inicia-se mais uma vez a celebração de um ciclo, um dos mais importantes para os Cristãos, cujo derradeiro momento se inicia esta noite, terminando daqui a cerca de sessenta e três dias (se não me falham as contas) com o Corpo de Cristo.
Até ao martírio e crucificação de Jesus Cristo, a Páscoa era celebrada para festejar a libertação e fuga dos escravos Judeus do Egipto, ao cabo de uma série de acontecimentos, que conhecemos dos velhos filmes dos anos 50 e 60, sobre a vida de Moisés, as 7 pragas do Egipto, as Tábuas dos 10 Mandamentos, a Arca da Aliança, e por aí fora (para quem não conhece e nunca se debruçou verdadeiramente sobre estas histórias, aconselho vivamente a conhecer, a olhar e a ler parte do Velho Testamento e parte do novo, não com os olhos do preconceito e desconfiança, mas de peito aberto, como quem olha para um documento histórico - ao qual ter-se-á de extrair o verdadeiro significado das palavras e distinguir o que é verdadeiramente importante - um romance, uma epopeia, e por fim, mas não menos importante, uma fonte espiritual universal).
Depois da Paixão de Cristo a Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Este morre a uma sexta-feira, crucificado, para no Domingo se concretizar a sua Ressurreição.
Assim, a Páscoa celebra a Fé na Ressurreição, no renascer para a vida, e em último caso, na imortalidade do Espírito, para os crentes, os justos e os verdadeiros discípulos de Cristo.