
Tenho a sensação que algo comigo está mal e enquanto descubro quem ou o que está mal, sento-me e tento perceber onde é que errei.
Nunca a minha vida foi tão afectada devido aos traços, mais ou menos profundos, da minha personalidade, segundo consta.
No trabalho, parece que a minha competência no que toca a espírito de equipa e coordenação foi classificada de suficiente, apesar do excelente desempenho da minha coordenação e da minha equipa de trabalho, que superou todos os objectivos com um bom (para não dizer muito bom, pois foi assim que foi classificado) desempenho.
Vou a ver porquê…
Porque eu tenho “uma personalidade muito forte, empreendedora, que imprime aos projectos uma dinâmica muito particular” mas “a minha impulsividade e dinamismo” leva-me a criar “atrito” com certas outras pessoas…
É que eu sou daquelas pessoas que anda sempre a inventar trabalho, e isso incomoda muita gente, eu sei, e isso cria "atrito".
Assim, como sou daquelas gajas que não diz que não a propostas de trabalho, desde que interessantes, que na grande maioria das vezes resultam em grandes dores de cabeça e noites mal dormidas, porque só me fazem propostas para coisas que ninguém lhe apetece pegar, ou com prazos complicados, meio intrincadas e que exigem total dedicação (penso que deve ser para eu lhe “imprimir” o meu “cunho pessoal” e para as levar até ao fim, ultrapassando a inércia e a alergia que certas pessoas têm ao trabalho, mas não têm aos louros), e isso também cria "atrito".
Mas também sou daquelas gajas que chama as coisas pelos nomes, que coloca as questões frontalmente em vez de andar a falar pelos cantos e às escondidas, e como muita gente não gosta ou não lhe convem ouvir, cria-se "atrito".
Não se pense que sou super boa e maravilhosa em tudo o que faço. Não sou. Tenho defeitos, também erro, também crio inércia e ganho alergia a certas coisas, podia ser muito melhor.
Porém, não sei o que quer isto dizer, mas sou forçada a tirar elações, porque algo terá de mudar. Ou a favor do sistema ou contra o sistema. É a fase em que estou, daí a cara feia.
Depois disto também já não adianta entrar pela minha vida pessoal, que aí… a minha vida dava uma verdadeira comédia trágica, se é que isso existe.
Sou é de facto tentada a pensar que na volta sou eu que me estou a transformar numa cabra e não sei (perdoem-me a expressão, que agora nem me reconheço, mas esta é a melhor forma de exprimir o que vai cá por dentro).