terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
terça-feira, 17 de maio de 2011
"Na última semana [há uns dias] beatificámos um papa,
casámos um príncipe,
fizemos uma cruzada e matámos um mouro.
Bem-vindos à Idade Média!"
(autor desconhecido)
Nem mais... a acresentar só mesmo assinalar a crescente escalada dos preços e dos impostos, em número e em espécie, sobre quem trabalha e já pouco recebe para pagar as contas no fim do mês.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
30 de Abril de 2011


Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará. Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. E sua morte como uma destruição, quando na verdade estão na paz!
Se aos olhos dos homens suportaram uma correcção, a esperança deles era portadora de imortalidade, e por terem sofrido um pouco, receberão grandes bens, porque Deus, que os provou, achou-os dignos de si. Ele os provou como ouro na fornalha, e os acolheu como holocausto.
No dia de sua visita, eles se reanimarão, e correrão como centelhas na palha. Eles julgarão as nações e dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre.
Os que põem sua confiança nele compreenderão a verdade, e os que são fiéis habitarão com ele no amor: porque seus eleitos são dignos de favor e misericórdia.
Livro da Sabedoria 3 1-9
Todos os que o Pai me dá virão a mim; e quem vier a mim Eu não o rejeitarei, porque desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
E a vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia.
Esta é, pois, a vontade do meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.
João 6 37-40.
Agora, descansa em paz.
domingo, 24 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Cantigas de amigo ao pinheiro
O peito do meu amor
Parece um só, mas não é:
São duas pinhinhas verdes
Nascidas no mesmo pé.
Ó pinheirinho da ermida,
Dois galhos e um tronco escuro,
És o missal do meu bem:
Firme ser por ti lhe juro.
Tenho uma arca de pinho
Com dois corações ao centro,
Toda cheia de mentiras
Das cartas que lá estão dentro.
A minha burra já sabe
O carreiro do pinhal:
Levou-me singela um dia
E trouxe-me tal e qual.
Perguntei à pinha seca
Que me diria queimada:
Desfez-se em fonas de fogo;
Quem ama é sempre enganada.
O meu bem é serrador,
Deu-me uma saia de folhos ;
Mas serra sempre de baixo:
Cai-lhe o farelo nos olhos.
Ó pinha do verde ramo,
De olhos tenrinhos, fechados:
Não os abras, que os abertos
Chamam-se desenganados.
Nasceu-me um pinheiro à porta
Quando tive o meu menino:
Um cresceu, outro casou-se…
Já sou avó… É destino.
Vitorino Nemésio
O peito do meu amor
Parece um só, mas não é:
São duas pinhinhas verdes
Nascidas no mesmo pé.
Ó pinheirinho da ermida,
Dois galhos e um tronco escuro,
És o missal do meu bem:
Firme ser por ti lhe juro.
Tenho uma arca de pinho
Com dois corações ao centro,
Toda cheia de mentiras
Das cartas que lá estão dentro.
A minha burra já sabe
O carreiro do pinhal:
Levou-me singela um dia
E trouxe-me tal e qual.
Perguntei à pinha seca
Que me diria queimada:
Desfez-se em fonas de fogo;
Quem ama é sempre enganada.
O meu bem é serrador,
Deu-me uma saia de folhos ;
Mas serra sempre de baixo:
Cai-lhe o farelo nos olhos.
Ó pinha do verde ramo,
De olhos tenrinhos, fechados:
Não os abras, que os abertos
Chamam-se desenganados.
Nasceu-me um pinheiro à porta
Quando tive o meu menino:
Um cresceu, outro casou-se…
Já sou avó… É destino.
Vitorino Nemésio
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