sexta-feira, 2 de maio de 2008


Ainda estou a assimilar o filme, e não fosse hoje ter “merendado”, teria juntado a digestão do jantar ao banho de sangue, e isso sim, seria uma tragédia…
Uma coisa é perceptível: com tamanha violência (que se dá, gratuitamente), aquele país não é nem para velhos nem para novos, apenas para gente louca.
Bom argumento, boa realização e a prestação de Javier Bardem é excelente. A de Tommy Lee Jones, ao seu jeito e igual a si próprio, também.
O fim deixa-nos assim, meio a seco e perdidos no deserto…

6 comentários:

RV disse...

eu acho o trabalho dos irmãos Cohen estraordinário, acho q são os primeiros a criticar e ridicularizar aquela sociedade q se diz livre m q são tem de hipócrita, ou seja a americana, e brincam em determinadas cenas em todos os seus filmes.
Daí eu ter gostado do filme pq trata de mais uma crítica a um modelo tão promovido naquele país.
Por outro lado qd se fala em violência gratuita acaba tb por ser relativa no sentido em que se olhármos as notícias vemos outro tipo de violência q ocorreu na Áustria onde um pai durante 20 e tal anos violou a sua filha e de quem teve 6 filhos-netos, portanto minha querida , os filmes são feitos a meu ver p pensar porque mensagem qd se acredita nela não é em vão,

bjs

GRAFIS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
GRAFIS disse...

eu não sei se é uma critica à sociedade americana ou se a pretende ridicularizar. acho que de ridículo o filme tem pouca coisa, para o lado cómico e não satirico. e quanto a mim até poderia ser uma critica à americana como a outra qualquer.
pessoalmente, o filme não me despertou qualquer ímpeto de análise social.
no limite, o filme poderia levar à critica à violência barata e aos caprichos individualistas da sociedade desumanizada em que vivemos, porque se antes a violência exercia-se em prol da sobrevivência ou em contextos passionais (basta auscultar a voz off no início do filme sobre o que era ser Xerife antes e agora), hoje não se percebe muito bem em nome do quê, mas outra vez, pessoalmente, acho que existem formas mais inteligentes de abordar qualquer uma das temáticas.
não me enche as medidas e claro, gostos e “medidas” não se discutem, certo?
bjs

RV disse...

sim claro, e dp continuamos a concordar na música,lllllloooo.
vizinhas na mesma certo?

bjs

serotonina disse...

eu quando vi o filme fiquei também um pouco zonza com o final, mas aos poucos comecei a pensar naquilo que o filme me transmitiu. Talvez por isso, mais tarde, tenha comprado o livro que se serviu de base ao argumento.
É uma história sobre as diferentes motivações das pessoas, as crenças, as culpas.
quanto à parte estética, o filme está irrepreensível.

GRAFIS disse...

rv
lol
claro. a diferença de argumentos dá “luta” e esta exercita-nos a massa cinzenta. é aí que reside a riqueza das ideias e do discurso.
boas vizinhas, com toda a certeza, vizinhas para tagarelar noite fora.

serotonina
sem dúvida.
quanto à história, na verdade, não estou motivada para ler o livro, mas quem sabe, um destes dias...