quinta-feira, 1 de maio de 2008

João Cutileiro, Árvore.

Quinta-feira da Ascensão

Quarenta dias depois da Ressurreição, Jesus apareceu pela última vez aos seus discípulos em Jerusalém, e levou-os ao Monte das Oliveiras.
Depois de lhes ter renovado a promessa do Espírito Santo, ergueu as mãos ao céu e abençoou-os.
Nesse instante começou a elevar-se no ar até que a sua figura desapareceu aos olhos deles.
Como estes continuaram a olhar o céu, apareceram-lhes dois anjos a anunciar que Jesus voltaria do mesmo modo que o viram subir. Então, os discípulos deixaram o Monte das Oliveiras e regressaram a Jerusalém.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto». Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia [numa vertente do Monte das Oliveiras] e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.
Lucas 24, 46-53

Estamos no penúltimo momento do mistério pascal, antes da dádiva do Espírito Santo ao se completarem os cinquenta dias até ao Pentecostes.

No final do caminho percorrido está a vida definitiva, a comunhão com Deus.
Jesus deixou-nos o testemunho de que somos nós, seus seguidores, que devemos dar continuidade ao projecto de Deus para todos os povos, através do nosso envolvimento pessoal e do nosso testemunho.
Deus não quer que sejamos comerciantes, industriais, proprietários ou pessoas de sucesso, mas pessoas que amam o próximo como a si mesmo...

Dia da espiga

Festa pagã de celebração da fertilidade.
Apanha-se o ramo no campo: espigas de trigo, ramos de oliveira, malmequeres e papoilas.
O ramo também pode levar outros cereais (trigo, centeio, aveia, etc.) e toda uma panóplia de flores e arbustos silvestres.

Cada elemento tem um simbolismo muito próprio:

A espiga: o pão (para haja alimento em abundância em cada lar).

O ramo de oliveira: a paz e a luz (divina) (para nos manter no caminho do bem e afastados da escuridão).

Flores: alegria (simbolizada pela cor - o malmequer simboliza ainda o ouro e prata, a papoila o amor e a vida, e o alecrim a saúde e a força).

O ramo era guardado até à quinta-feira da espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Lembro-me ainda que era neste dia que o Padre visitava a casa de minha avó, do caminho e entrada da casa enfeitados com abrotegas, flores do trevo e alecrim. Este benzia a casa aspergindo Água Benta e nós beijávamos os pés de Jesus na cruz...
Eram tempos serenos e quentes, dias completos e cheios de vida.
Aqui por estes lados fazem-se grandes romarias ao campo e à mata para o tradicional almoço ao ar-livre e romagens à praia durante a tarde...
Até logo.

2 comentários:

RV disse...

excelente música

GRAFIS disse...

é boa sim senhora ;)