segunda-feira, 26 de maio de 2008



a partir de certa altura, a vida pode sair-nos da mão, ficar fora de controle. perseguimos sonhos. construímos alicerces, paredes e tectos. casas. sem darmos por isso tecemos ciladas. amarras. numa fracção de segundos, todos, menos nós, passam a controlar-nos.
deixamos de ter vontade própria. tornamo-nos escravos dos monstros que criámos. passamos a corresponder às expectativas do monstro… o corpo é frágil e prega-nos uma partida. sentimo-nos indefesos. sentimos medo e estamos sós.
um filme bem mais profundo, a explorar, através das entranhas do mais sórdido que temos dentro de nós, e simultaneamente, do que temos de mais inocente...

música... excelente!


Querida Annik,
Eu sei que me imponho na tua vida, não tu na minha.
Há dias pensei que as coisas estavam a tronar-se mais claras, mas vejo agora tudo desmoronar-se à minha frente.
Pago um preço caro pelos erros passados.
Nunca me dei conta como um erro cometido há quatro ou cinco anos me faria sentir assim.
Luto entre o que a minha mente me diz ser correcto e uma verdade deformada tal como é vista por outros, que não só são sem coração, como não percebem as diferenças.
A luta entre a consciência do Homem e o seu coração, até as coisas irem longe demais e não mais poderem ser corrigidas. No fim será tudo tão desprezível?
Não haverá mais nada?
Que haverá para além? Que resta para continuarmos?

Ian Curtis - Control

4 comentários:

serotonina disse...

Ainda não vi o filme mas estou bastante curiosa. Gosto imenso de Joy
Division.

GRAFIS disse...

eu tb. vê e depois diz qq coisa.
bjs

RV disse...

agora tb só o posso ver em DVD, m tb ando p o vêr, no fundo somos todos feitos das mesmas fragilidades,

bjs e sol

GRAFIS disse...

eu tb vi em DVD e sim, reconheci-me em muitas coisas... muitas fragilidades, muitos conflitos... não devia dizer isto, mas, de certa forma, é verdade.